Preço do frete pode aumentar ao menos 11% no Paraná com alta do Diesel, afirma Fetranspar
13 de março, 2026
No Brasil, e consequentemente no Paraná, o transporte de cargas é majoritariamente realizado por caminhões. O diesel representa cerca de 35% e 55% dos custos operacionais das empresas do setor, a depender da distância e do peso da carga.
As entidades que representam a agricultura e o setor de transporte do Paraná alertaram novamente para o risco de desabastecimento do diesel após alta nos preços do petróleo por conta do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Além da preocupação com a escassez do diesel, a Federação dos Transportes do Paraná (Fetranspar) acredita em um reajuste expressivo no preço do frete até a próxima semana.
A alta poderia ser de ao menos 11%, segundo o presidente do sistema Fetranspar, Sérgio Malucelli.
No Brasil, e consequentemente no Paraná, o transporte de cargas é majoritariamente realizado por caminhões. O diesel representa cerca de 35% e 55% dos custos operacionais das empresas do setor, a depender da distância e do peso da carga.
A Federação defendeu medidas concretas para contenção dos preços.
Na prática, além de pagar mais caro pelo combustível, a população poderá sentir reflexos no preço de produtos, inclusive nos supermercados, segundo a Fetranspar.
Agricultura prejudicada
O diesel também tem um papel fundamental ao agronegócio, presente em praticamente todas as etapas da produção, e também no transporte daquilo que é produzido no campo.
Segundo levantamento do Departamento Técnico, Econômico e Legal (DTEL) do Sistema FAEP, 73% da energia utilizada na agropecuária brasileira é proveniente de combustíveis fósseis, principalmente o diesel, que abastece máquinas agrícolas e sustenta parte da logística de transporte da produção.
Por conta disso, esses efeitos podem ser intensos pelo alto nível de mecanização agrícola.
Culturas como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar utilizam máquinas movidas a diesel em praticamente todas as etapas da produção, desde o preparo do solo até a colheita.
O técnico do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP, Luiz Eliezer Ferreira, explicou que a volatilidade do preço do petróleo faz distribuidoras segurarem o produto.
Brasil não é autosuficiente
O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Estado do Paraná (Paranapetro) também se manifestou sobre o preço dos combustíveis e destacou que como o Brasil não é autossuficiente no refino de combustíveis, necessita importar cerca de 30% do diesel e 10% da gasolina.
O sindicato ainda lembrou que os preços repassados pelas distribuidoras variam muito, conforme a porcentagem de produto importado que cada distribuidora utiliza. Em alguns casos, passaram de um real por litro no diesel.
As distribuidoras costumam repassar as altas com grande agilidade para os postos. Já no caso das baixas, demoram ou não repassam na Íntegra.
O Paranapetro também explicou que o nível de produto importado comercializado varia muito entre as distribuidoras: algumas vendem 100% de produto importado, enquanto outras, apenas 10%.
Fonte: CBN Foto: Divulgação
Missão: Fortalecer o setor de transporte de cargas rodoviário paranaense, representando os empresários independentemente do cenário – político, econômico ou social - que se apresente.
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