Aumento do Diesel acende sinal de alerta no Setor de Transporte de Cargas
09 de março, 2026
Sistema FETRANSPAR não descarta desabastecimento se medidas concretas não forem tomadas em curto prazo
A escalada na alta dos combustíveis neste começo de março acendeu um sinal de alerta nas empresas transportadoras de cargas do Paraná. O Sistema FETRANSPAR, que representa empresas do setor no Estado, afirma que os frequentes aumentos dificilmente serão absorvidos pelos empresários e que, mais cedo ou mais tarde, esses custos tendem a ser repassados ao frete, reverberando em toda a cadeia logística até chegar ao consumidor final. Na prática, além de pagar mais caro pelo combustível, a população poderá sentir reflexos no preço de produtos, inclusive nos supermercados.
Desde 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor o aumento do ICMS nacional sobre o diesel, o que elevou a carga tributária incidente sobre o combustível. Com a mudança, o imposto passou a representar aproximadamente R$ 0,05 por litro, ampliando a pressão sobre os custos das empresas transportadoras.
Mais recentemente, em março de 2026, os conflitos no Oriente Médio, envolvendo o Irã e a região estratégica do Estreito de Ormuz, provocaram e provocam instabilidade no mercado internacional de energia e elevaram os custos de importação de combustíveis, podendo ocorrer novas elevações.
No Brasil, e consequentemente no Paraná, o transporte de cargas é majoritariamente realizado por caminhões. O diesel representa cerca de 35% e 55% dos custos operacionais das empresas do setor, a depender da distância e do peso da carga. “Não haverá possibilidade de segurar por muito tempo esse aumento sem que parte dele seja repassada ao frete, o que pode acabar chegando ao consumidor final. Já há uma estimativa de que o aumento do frete seja no mínimo 11% nas próximas semanas”, avalia o presidente do Sistema FETRANSPAR, Cel. Sérgio Malucelli.
Vale destacar que 35% de todo o diesel consumido no Brasil é proveniente de importação, sendo que o porto de Paranaguá recebe a maior parte deste produto: 17%, o que corresponde a 2,8 milhões de toneladas mensalmente.
“Empresários do transporte observam que o impacto no estado pode ser grande. Um dos motivos é que a Petrobras não está aceitando entregar quota extra do combustível. As distribuidoras querem aumentar a quota junto à Petrobras, porque o importado ficou mais caro”, explica Malucelli que desta ainda há receito do setor de um desabastecimento deste combustível no Paraná se medidas concretas não forem tomadas a tempo”.
Diante desse cenário, é importante que o governo acompanhe com atenção a evolução dos preços dos combustíveis, já que impactos no transporte tendem a se espalhar por toda a cadeia produtiva.
No Brasil
A NTC&Logística também acompanha esse caso em âmbito nacional. A entidade calcula impacto médio de 10% de aumento no combustível para o setor. A entidade tem ainda uma expectativa de aumento diário, reforça a importância de acompanhamento constante dos custos operacionais do setor, bem como da aplicação adequada e imediata de mecanismos de recomposição de frete, como o gatilho do diesel, previsto em contratos e práticas de mercado, para preservar a sustentabilidade das operações e garantir a continuidade dos serviços essenciais prestados pelo Transporte Rodoviário de Cargas à economia brasileira.
Missão: Fortalecer o setor de transporte de cargas rodoviário paranaense, representando os empresários independentemente do cenário – político, econômico ou social - que se apresente.
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