Os desafios para o próximo governo

Os desafios para o próximo governo

28 de janeiro, 2019

Ratinho Júnior assumiu o Governo do Paraná, no último dia 1º de janeiro com inúmeros desafios, entre eles, muitos ligados ao setor do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Para executar a gestão, o novo dirigente do Estado escalou 15 secretários de governo, 13 a menos quando comparado a última gestão, com a justificativa de dar uma maior eficiência aos serviços e ao mesmo tempo trazer maior economia ao Estado.

Ainda no período de transição, entre os meses de novembro e dezembro, Ratinho Júnior recebeu um importante apoio do G7, Itaipu e Sebrae para que o planejamento do Estado pudesse ser iniciado, a começar pela criação de um organograma mais eficiente a ser aplicado no Governo. Para isso, a Fundação Dom Cabral foi convidada a dar suporte neste trabalho. O custo inicial desta parceria foi absorvido pela Itaipu e pelo G7 e será realizado em três etapas.

“Muitas vezes os Estados têm fontes de recursos e não têm projetos adequados para apresentar. Não queremos pecar neste quesito e aproveitar todas as formas que possam contribuir para a gestão e execução do planejamento do Paraná, esse apoio vindo do setor produtivo ainda na fase de transição foi primordial para iniciar um planejamento eficaz”, explicou o Governador eleito.

Durante a apresentação da composição da equipe do secretariado aos líderes do G7 e imprensa, no final do mês de dezembro, Ratinho Júnior falou sobre as demandas urgentes do setor produtivo (confira abaixo na íntegra as reivindicações). De imediato afirmou que o diálogo precisa pautar temas espinhosos como ‘contratos de pedágio’, ‘investimento em infraestrutura portuária’ e ‘segurança pública nas estradas’. “As lideranças das instituições que compõe o G7 têm inúmeros dados que muitas vezes nem o próprio governo tem, por isso, abrir para o diálogo e selecionar as demandas prioritárias, na visão de quem vive o problema no dia a dia, vai nos dar suporte para assertividade na realização de projetos”, afirmou o Governador durante o encontro.

No cargo

Já como Governador, durante o seu discurso de posse proferido na Assembleia Legislativa do Paraná, Ratinho Júnior reafirmou o compromisso de preparar o Paraná para o futuro. Segundo ele, o objetivo é colocar o Estado como o mais moderno da Federação, sendo ponto de referência para o Brasil em gestão pública.

Para isso, o planejamento que já vem sendo pensado desde a fase de transição servirá como base. “A definição de metas, a inovação, eficiência da gestão, valorização e capacitação de servidores e o respeito ao dinheiro público precisam ser pensados estrategicamente. Não viveremos mais o estado do improviso, vamos planejar o nosso futuro. Nós sabemos onde queremos chegar e o único caminho possível é a eficiência”, discursou.

Ratinho reforçou que toda a administração estadual irá trabalhar com metas e resultados. O Governador também informou que serão feitos investimentos na infraestrutura do Estado e na capacitação e valorização dos servidores e que as empresas, independentemente do porte, terão mais apoio do Estado.

“Vamos ampliar e modernizar nossos aeroportos, rodovias e ferrovias. Melhorar eficiência de nossos portos e consolidar novos projetos. Seremos o hub logístico da América Latina para assumir a liderança econômica da nossa região”, afirmou.

Na área de segurança prometeu trabalhar na valorização dos profissionais e combinar as mais modernas tecnologias com inteligência, estratégia e a presença ampliada de nosso contingente nas ruas.

O empresariado paranaense, principalmente aqueles ligados ao setor de transporte de cargas, espera ansioso por medidas que possam contribuir com a necessidade de desenvolvimento do setor em todo o Estado. “Vejo que o Governador está bem intencionado e muito bem assessorado.

Temos uma bela oportunidade para ver o Paraná despontar nos próximos anos. A conjuntura política nacional também vai pelo mesmo caminho. Se tudo isso se consolidar, viveremos tempos férteis em nosso Estado”, avalia o presidente da FETRANSPAR, coronel Sérgio Malucelli.

Cooperativas

O sistema cooperativista (Fecoopar), que em 2018 estimou um faturamento de R$ 83,5 bilhões e movimentou cerca de 60% da safra no Estado, vê como principal desafio para a próxima gestão a questão da infraestrutura e logística. Nos próximos quatro anos o governo do Paraná terá a missão de findar os atuais contratos de concessão de rodovias do Anel de Integração e desenvolver uma nova metodologia para realização da nova licitação. Além desse desafio, o novo governador deverá criar um banco de projetos para investimentos em rodovias, ferrovias, portos e energia, com objetivo de melhorar os atuais eixos logísticos e criar outros, para dotar o Paraná de uma infraestrutura capaz de atrair novos investidores.

Comércio

É preciso desenvolver o comércio paranaense. A adoção de medidas que melhorem o ambiente de negócios, a melhoria das condições de infraestrutura, logística e das instalações portuárias e aeroportuárias são condições essenciais para que haja um ambiente propício ao crescimento da economia. Depois de três anos de recessão, em que o empresariado paranaense do comércio foi obrigado a conviver com inúmeras dificuldades para manter seu negócio e o emprego de seus colaboradores, espera-se que já em 2019 o quadro possa ser revertido. O comércio, responsável por 63% do PIB paranaense, gerado por 500 mil empresas responsáveis por mais de dois milhões de empregos, tem na Fecomércio seu órgão de representação. Já A ACP, aponta o avanço das pautas fiscais e tributárias do Estado como algo que não deve fugir do foco. Há uma expectativa positiva com relação ao novo governo, primeiro a respeito do equilíbrio fiscal do Governo do Estado, segundo sobre o corte de gastos logo nos primeiros meses. Em relação a outros estados da Federação, o Paraná está em situação confortável, porém, houve um grande sacrifício que acabou sendo imposto no governo anterior por conta do aumento de ICMS, e esta será uma das prioridades em 2019: acompanhar e articular uma revisão naquele aumento de 95 mil itens de produtos para que o tributo se torne mais equitativo, pelo menos. A parte de sacrifício nós fizemos, a classe produtiva pagou os tributos e apostou na retomada do crescimento. Agora, o novo governo deverá incentivar a produção respeitando o fomento à cadeia produtiva, pois assim o comércio, como ponta final, também crescerá na mesma proporção.

Agricultura

Não é de hoje que a infraestrutura – estradas, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos – é uma das principais reinvindicações dos produtores rurais, pois muita coisa está defasada. A necessidade de uma infraestrutura condizente com o potencial produtivo do Estado pode ser verificada na região Oeste uma das mais sensíveis à eficiência logística no Paraná. Com cidades a mais de 600 quilômetros do Porto de Paranaguá, a distância eleva os custos na hora de comprar insumos para a produção agropecuária e leva embora parte do lucro dos produtores na hora de pagar pelo frete para exportar alimentos. Com urgência a Ferroeste precisa funcionar efetivamente.

Empresas

A Faciap está conectada, mais do que nunca, aos temas ligados à inovação e à tecnologia, ferramentas que favorecem o desenvolvimento e que têm transformado o mundo que conhecíamos. Com elas, pode-se preparar as entidades e as empresas para atenderem às demandas do mundo corporativo de hoje, com uma gestão mais moderna, e iniciar uma transformação na nossa economia. Precisamos de sabedoria para enfrentar e desenhar o futuro. Por isso, uma das prioridades da Faciap em 2019 é trabalhar em pautas que disseminem a cultura da inovação nas corporações e que ajudem a tornar o Paraná um estado referência em pesquisa. Ainda nesta linha, a Faciap também quer atuar no sentido de favorecer a aproximação entre setor produtivo e academia, e cobrar do poder público o que as universidades públicas estaduais têm entregado à sociedade além de formar pessoas.

Indústria

Para a Fiep um dos principais desafios do novo governo é colocar em prática uma reforma administrativa que reduza e dê mais eficiência à máquina pública. Essa medida, que conta com total apoio do setor produtivo, é fundamental para equilibrar as finanças estaduais, evitando assim que a sociedade seja ainda mais onerada com eventuais aumentos de carga tributária. Além disso, é essencial que a nova gestão busque soluções para uma série de gargalos que o Paraná ainda enfrenta na área de infraestrutura, certamente, a condução do processo de elaboração de um novo modelo de concessão para as rodovias do Anel de Integração. Os contratos atuais, que vencem em 2021, mostraram-se extremamente nocivos para a economia do Paraná, com tarifas elevadas e obras muito aquém das previstas originalmente. Buscar um maior equilíbrio nessa relação, pensando sempre no usuário das estradas, é fundamental para aumentar a competitividade do setor produtivo paranaense.

Fonte: Assessoria de Comunicação FETRANSPAR

 

 

 

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