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Empresa paranaense lança agente de IA para frota de veículos

07 de outubro, 2026

Tecnologia reduz o tempo entre consulta e decisão na gestão de frotas.

A maioria das empresas está consciente que, em algum momento, vai ter que usar a inteligência artificial. Mas, a questão que começa a ganhar espaço nas empresas é outra, ou seja, onde, exatamente, a tecnologia pode poupar tempo e melhorar o trabalho do dia a dia.

Na gestão de frotas, por exemplo, perguntas como quais os veículos com maior custo; quando cada um rodou; quantas ordens de serviços foram feitas ou qual foi o gasto com peças, poderão ser respondidas imediatamente através da Inteligência Artificial. Até então, dependendo da organização dos dados, o gestor precisava consultar relatórios, aplicar filtros e cruzar informações. A IA muda esse caminho ao permitir que a análise comece pela pergunta e avance conforme surgem novas respostas.

O CEO da paranaense Gestran, Paulo Raymundi, me explicou que uma empresa de transportes registra diariamente abastecimentos, despesas, manutenções, pneus, documentos, compras e informações sobre os veículos. O ponto é conseguir transformar esse volume de dados em respostas úteis, sem que cada dúvida exija uma nova análise manual.

A empresa já incorporou esse recurso ao Gestran Frota, com a Gi, agente de IA que permite consultas em linguagem natural. Com ela, o gestor pode descobrir quais veículos gastaram mais combustível e, a partir daí, investigar custo por quilômetro, comparar períodos, identificar desvios e exportar os resultados para as planilhas.
O movimento ocorre em um setor que ainda tem espaço para avançar na gestão. Segundo o sócio e diretor da Gestran, Raphael Aguiar, apenas 15% das empresas do segmento atingem o objetivo de gestão de frota.

Como está o uso da Inteligência Artificial generativa pelas empresas em geral?

No universo corporativo, a adoção da IA generativa já é maior, mas a utilização de agentes ainda engatinha. Pesquisa da Live University/Inbrasc aponta que 88% das empresas brasileiras já usam IA generativa, enquanto apenas 14% estão em estágio avançado no uso de agentes para análises e previsões. No exterior, levantamento da PwC mostra que 83% dos líderes de operações veem potencial em agentes de IA e automação, mas só 27% têm uma estratégia totalmente integrada.

O desafio, portanto, não é apenas tecnológico. É transformar dados em decisão. A mudança principal não está na coleta de dados. Está na velocidade entre ter uma pergunta e ter uma resposta confiável.

Nesse caso, a IA não decide pelo gestor nem altera registros. Apenas encurta o caminho até a informação. E isso pode significar antecipar uma manutenção, identificar um veículo ocioso ou reorganizar uma programação antes que o problema chegue à estrada.

Fonte: Band News Foto: Pexels
 

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