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Diesel dispara e começa a faltar combustível no campo para colheita de arroz e soja

13 de março, 2026

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Petrobras, maior refinadora do país, negam haver qualquer tipo de interrupção no fornecimento

Produtores rurais de diversas regiões do Brasil relatam desde a semana passada aumento abrupto no preço do diesel e dificuldades para abastecer máquinas agrícolas. O problema ocorre em meio ao período de colheita de arroz, que se concentra no Sul, e de soja, em todo o país.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Petrobras, maior refinadora do país, negam haver qualquer tipo de interrupção no fornecimento.

Um representante do setor de distribuição de diesel disse à Gazeta do Povo que a Petrobras reduziu o volume previsto para entrega no mês de abril em até 30%.

Com a escalada da tensão no Oriente Médio, o preço do petróleo disparou nos últimos dias, acendendo um alerta mundial no setor de combustíveis fósseis. O fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã agrava a situação, uma vez que pela região passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados no mundo.

Desde a primeira ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, o preço do barril Brent, utilizado como referência internacional, acumula alta de mais de 30%. Negociado a US$ 72,48 no fim de fevereiro, a cotação gira em torno dos US$ 100 atualmente.

Em meio à crise, entidades do agronegócio e da agroindústria pressionam o governo federal para aumentar a mistura de biodiesel no diesel para 17%, como forma de garantir a segurança energética, a estabilidade de preços e a mitigação dos riscos de desabastecimento do país.

Fonte e Foto: Gazeta do Povo

 

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