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Aumento do Diesel acende sinal de alerta no Setor de Transporte de Cargas

09 de março, 2026

A escalada na alta dos combustíveis neste começo de março acendeu um sinal de alerta nas empresas transportadoras de cargas do Paraná.

A escalada na alta dos combustíveis neste começo de março acendeu um sinal de alerta nas empresas transportadoras de cargas do Paraná. O Sistema Fetranspar, que representa mais de 20 mil empresas do setor no Estado, afirma que os frequentes aumentos dificilmente serão absorvidos pelos empresários e que, mais cedo ou mais tarde, esses custos tendem a ser repassados ao frete, reverberando em toda a cadeia logística até chegar ao consumidor final. Na prática, além de pagar mais caro pelo combustível, a população poderá sentir reflexos no preço de produtos, inclusive nos supermercados.

Desde o início do ano, as empresas de transporte já vêm lidando com o impacto da atualização das alíquotas do ICMS, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e elevou o imposto sobre a gasolina para R$ 1,57 por litro. Agora, em março, uma nova escalada dos preços tem sido atribuída principalmente à instabilidade internacional e ao uso de combustíveis importados. Distribuidoras apontam que a elevação está relacionada à recomposição de estoques com produto importado e às oscilações no mercado internacional, pressionado por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio.

No Brasil, e consequentemente no Paraná, o transporte de cargas é majoritariamente realizado por caminhões. O diesel representa cerca de 35% dos custos operacionais das empresas do setor. “Não haverá possibilidade de segurar por muito tempo esse aumento sem que parte dele seja repassada ao frete, o que pode acabar chegando ao consumidor final”, avalia o Sistema Fetranspar.

Diante desse cenário, é importante que o governo acompanhe com atenção a evolução dos preços dos combustíveis, já que impactos no transporte tendem a se espalhar por toda a cadeia produtiva. O Sistema Fetranspar segue monitorando a movimentação do mercado e o posicionamento das empresas, a fim de contribuir com o debate e sugerir medidas plausíveis para minimizar os custos ao setor.

A NTC&Logistica, entidade nacional que representa os transportadores de cargas,  também acompanha esse fato e calcula impacto de 10% de aumento no combustível para o setor. A entidade tem ainda uma expectativa de aumento diário e  reforça a importância de acompanhamento constante dos custos operacionais, bem como da aplicação adequada e imediata de mecanismos de recomposição de frete, como o gatilho do diesel, previsto em contratos e práticas de mercado, para preservar a sustentabilidade das operações e garantir a continuidade dos serviços essenciais prestados pelo Transporte Rodoviário de Cargas à economia brasileira.

 

Sistema FETRANSPAR 
 

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