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Viaduto que ficou dois anos interditado em Curitiba tem reforço na fiscalização

23 de janeiro, 2026

A medida, que acontece no Alto Boqueirão, busca aumentar a segurança e evitar danos à estrutura da via sobre a linha férrea

A fiscalização foi reforçada no viaduto que liga as ruas João Miqueletto e Eduardo Pinto da Rocha, no Alto Boqueirão, para impedir a circulação de caminhões e outros veículos pesados, que são proibidos de trafegar pelo local. A medida busca aumentar a segurança e evitar danos à estrutura da via sobre a linha férrea.

O viaduto que liga os bairros Sítio Cercado e Alto Boqueirão tem fluxo intenso de veículos urbanos, mas o tráfego de veículos pesados é restrito a dez toneladas, sob pena de multa e autuação do motorista que desrespeitar o limite de peso estabelecido para a via.

Os agentes da Setran reforçaram a fiscalização para inibir o tráfego de caminhões carregados com grãos que circulam na região, para não danificar e nem comprometer a estrutura da ponte que foi construída há mais de 60 anos, e projetada apenas para o tráfego urbano e não de caminhões pesados. O departamento de fiscalização da Setran aplicou mais de 64 autos de infração no período de 1 a 20 de janeiro, durante as fiscalizações. 

Viaduto ficou interditado

O viaduto foi interditado em março de 2022, e ficou fechado para o tráfego de pedestres e veículos por quase dois anos por questões de segurança, devido a problemas estruturais provocados pela ação do tempo, com a fragilidade estrutural do pilar de apoio.

“O viaduto apresentou danos estruturais por causa do tráfego de veículos pesados, e a Secretaria Municipal de Obras Públicas realizou recentemente um reforço estrutural emergencial deste equipamento. Por questões de segurança, a Superintendência de Trânsito regulamentou a passagem de veículos sobre esse viaduto com peso bruto total de até dez toneladas”, destacou o superintendente de Trânsito, Gustavo Garrett.  

As obras de recuperação do viaduto do Alto Boqueirão foram coordenadas pela Secretaria Municipal de Obras Públicas. Com o projeto para reforço dos pilares, da laje, da instalação de aparelhos de apoio e correções diversas, o viaduto ficou apto para suportar o trânsito urbano, e foi liberado em dezembro de 2023 para a passagem de carros, ônibus e caminhões com até dez toneladas, com limite de velocidade de até 40 km/h.

O mecânico Denerval Souza Barros tem uma oficina mecânica há mais de 30 anos no local, e relata que o tráfego de caminhões pesados atrapalha o trânsito. 

“Tem bastante placas alertando os motoristas de caminhão, mas eles não respeitam. Foi muito complicado quando o viaduto ficou interditado, daqui a pouco vão ter que fechar a ponte novamente por causa dos caminhões pesados. Por isso é importante essa fiscalização”, afirmou.  

Rotas alternativas 

Para os caminhões com peso acima de dez toneladas, para desviar do viaduto do Alto Boqueirão, o motorista  deve optar pelo seguinte trajeto: quem segue pela João Miqueletto no sentido do viaduto, em direção ao Alto Boqueirão, terá  que virar à esquerda na Eduardo Pinto da Rocha e à direita na Rua Guaçuí, seguindo pela Tijucas do Sul, depois à direita na Rua Ourizona rumo à Danilo Pedro Schreiner.

No sentido contrário, para quem está próximo ao trecho da Eduardo Pinto da Rocha que liga à João Miqueletto após o viaduto, o acesso será pela Danilo Pedro Schreiner e sua continuação até Rua Ourizona e conversão à Rua Coronel Joaquim Antônio de Azevedo, seguindo até a Nova Aurora e a Tijucas do Sul, conectando ao seu prolongamento na Rua Guaçuí, e depois deve virar à esquerda na Rua Eduardo Pinto da Rocha até chegar na João Miqueletto.

Fonte: Bem Paraná Foto: Fernando Ogura

 

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