Home / Giro Pelo Setor / Segue para sanção projeto que amplia licença-paternidade; CNT contribuiu para ajustes no texto
Segue para sanção projeto que amplia licença-paternidade; CNT contribuiu para ajustes no texto
06 de março, 2026
O texto passou a prever que os empregadores serão reembolsados pelos valores pagos ao trabalhador durante o período de afastamento, a título de salário-paternidade
O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (4), o projeto que regulamenta e amplia a licença-paternidade no Brasil. O texto segue agora para a sanção presidencial. A principal mudança é o aumento progressivo do período de afastamento do pai segurado da Previdência Social, sem prejuízo do emprego e do salário.
Durante a tramitação da proposta na Câmara dos Deputados, a CNT atuou para aprimorar o texto e mitigar impactos ao setor produtivo. Entre os resultados da articulação institucional, esteve a retirada de dispositivos que criavam novas obrigações para entidades do Sistema S, como a previsão de manutenção ou subvenção de creches, escolas e jardins de infância em todo o território nacional.
Ao revisar a proposta aprovada pelos deputados, o Senado também promoveu ajustes, entre eles a retirada da possibilidade de fracionamento da licença-paternidade. Além disso, o texto passou a prever que os empregadores serão reembolsados pelos valores pagos ao trabalhador durante o período de afastamento, a título de salário-paternidade. As regras para esse ressarcimento ainda serão definidas em regulamentação do Poder Executivo.
A proposta também estabelece a suspensão do benefício em casos de violência doméstica ou familiar, bem como em situações em que seja comprovado abandono material por parte do pai em relação à criança ou ao adolescente sob sua responsabilidade. Esse ponto foi defendido pela CNT durante a tramitação.
Ampliação gradual
Com o projeto aprovado pelo Congresso Nacional, o período de afastamento poderá chegar a 20 dias. A ampliação ocorrerá de forma gradual, caso o texto seja sancionado.
Pelo calendário previsto na proposta, o prazo será ampliado da seguinte forma:
10 dias de licença a partir de 1º de janeiro de 2027;
15 dias de licença a partir de 1º de janeiro de 2028;
20 dias de licença a partir de 1º de janeiro de 2029.
A última etapa da ampliação está condicionada ao cumprimento da meta fiscal do governo federal em 2028. A medida busca limitar impactos sobre as contas públicas diante da criação do salário-paternidade e possibilitar a adequação das empresas com o novo benefício ao pai trabalhador celetista.
Fonte e Foto: CNT
Missão: Fortalecer o setor de transporte de cargas rodoviário paranaense, representando os empresários independentemente do cenário – político, econômico ou social - que se apresente.
Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a Política de Privacidade e Utilização de Cookies bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados para as finalidades ali constantes. Saiba mais

