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Paraná é um dos estados com mais acidentes e mortes em rodovias federais

09 de março, 2026

Estudo da Fundação Dom Cabral, elaborado com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e que analisou o perfil dos sinistros registrados em rodovias federais

O Paraná é um dos estados com mais acidentes, mais feridos e também mais mortos em rodovias federais. É o que revela um estudo da Fundação Dom Cabral, elaborado com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e que analisou o perfil dos sinistros registrados em rodovias federais.

Conforme o levantamento, em 2025 o Brasil registrou, pela primeira vez em seis anos, redução simultânea no número de acidentes, mortes e feridos graves nas rodovias federais. No ano passado, foram contabilizados 56.116 sinistros, queda de 5% em relação ao ano anterior. O número de vítimas fatais chegou a 4.799 (-4%), enquanto os feridos graves somaram 15.098 casos, redução de 6%.

Ainda de acordo com os dados da PRF, Minas Gerais lidera o número de ocorrências, com 9.559 registros, seguido por Santa Catarina (8.184) e Paraná (7.619). Além disso, o Paraná também foi o terceiro estado com maior volume de pessoas feridas em BRs (8.537) e o segundo com mais mortes em estradas (593), atrás apenas de Minas Gerais (765).

O Paraná, contudo, soma 3.968 quilômetros de rodovias federais – dos quais 1.475 km são duplicados. Isso é menos da metade da malha viária federal de Minas Gerais, o primeiro colocado em acidentes, feridos e mortos. Não à toa, um estudo também da Fundação Dom Galvão, com dados de 2022 e 2023, já tinha colocado o Paraná como o estado com a maior taxa de acidentes e com a maior taxa de acidentes graves em rodovias federais.

Pistas simples concentram acidentes mais graves

As rodovias de pista simples concentram os acidentes de trânsito mais graves e letais do Brasil, com predominância de colisões frontais, tipo de impacto com maior índice de fatalidade nas estradas.

De acordo com os pesquisadores da Fundação Dom Cabral, isso ocorre porque a ausência de separação física entre os fluxos de veículos aumenta o risco de ultrapassagens indevidas e choques frontais de alta energia. Dos 65,8 mil quilômetros de rodovias federais do país, 83,5% ainda são de pistas simples.

O levantamento também indica que parte significativa dos acidentes graves ocorre em trechos retos e durante o dia, situações que podem transmitir sensação equivocada de segurança e favorecer o excesso de velocidade.

No caso paranaense, erros humanos ainda são a maior causa dos acidentes, incluindo alta velocidade, ingestão de álcool, fadiga e perda da visibilidade durante chuvas, neblinas ou pela falta de manutenção.

Rodovias que cortam o Paraná são recordistas em acidentes

As vias BR-101 (Rodovia Governador Mário Covas, que percorre quase toda a costa brasileira, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul), BR-116 (maior rodovia do país, com 4.660 Km, reunindo trechos como Presidente Dutra, entre Rio de Janeiro e São Paulo) e a BR-381 (apelidada de ‘Rodovia da Morte’ no percurso entre Belo Horizonte e Espírito Santo) aparecem como as que concentram o maior número de acidentes no país, refletindo sua relevância logística, elevado fluxo de veículos e infraestrutura.

Além disso, o levantamento da Fundação Dom Galvão também aponta que Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais são os estados com mais trechos críticos nas rodovias. Inclusive, entre 2018 e 2024, o número de acidentes cresceu 9%, mas a quantidade de óbitos no mesmo período saltou 21%. “O tipo de combinação de infraestrutura curva, pista simples e alta velocidade à noite leva aos acidentes, a combinação mais fatal que existe”, diz o pesquisador Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Logística e Infraestrutura da FDC.

Fonte: Bem Paraná Foto: Divulgação

 

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