Home / Giro Pelo Setor / IA vira aliada para reduzir acidentes e proteger motoristas nas estradas brasileiras

IA vira aliada para reduzir acidentes e proteger motoristas nas estradas brasileiras

17 de dezembro, 2025

Os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) se somam aos de 2024, quando 6.160 pessoas morreram e mais de 84 mil ficaram feridas nas rodovias

Apenas no primeiro semestre de 2025, foram registrados 987 sinistros causados por motoristas dormindo ao volante, número que já representa 95% de todos os casos registrados no ano anterior. Os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) se somam aos de 2024, quando 6.160 pessoas morreram e mais de 84 mil ficaram feridas nas rodovias, acendendo um alerta urgente sobre o cenário do transporte no Brasil.

Em um contexto em que o sono ao volante e a distração figuram entre as principais causas de acidentes, soluções baseadas em inteligência artificial (IA) e automação ganham força no setor de transporte. Nesse sentido, empresas como a Platform Science estão transformando a lógica da segurança para torná-la preditiva, em vez de reativa. A tecnologia assistida por IA atua diretamente na prevenção de ocorrências ligadas a comportamentos de risco, como a fadiga.

O diretor executivo da Platform Science na América Latina, Rony Neri, explica que esse movimento representa uma mudança na dinâmica de proteção nas estradas. “A tecnologia atua de forma ativa e até preditiva, combinando videotelemetria e inteligência artificial para impedir o acidente antes que ele ocorra”, diz.

Ação contra a fadiga e gestão sem ‘achismos’

Para combater o sono ao volante, a solução combina sensores inteligentes e câmeras internas que monitoram o rosto do motorista continuamente. Algoritmos avançados são capazes de detectar microexpressões faciais e sinais físicos claros de fadiga, como bocejos ou o fechamento prolongado dos olhos. Assim que esses sinais são identificados, a tecnologia emite alertas sonoros e visuais imediatos na cabine, permitindo uma intervenção preventiva. “Dessa forma, deixamos de apenas registrar o sinistro via telemetria tradicional para atuar como um copiloto que protege o motorista em tempo real”, comenta Neri.

Os dados coletados não permanecem restritos ao veículo. Eles são enviados a uma plataforma que reúne informações de direção, eventos de risco, sinais de fadiga e histórico da frota em um único ambiente, e atua como uma inteligência centralizadora. Essa integração facilita a leitura do contexto operacional e permite que gestores compreendam padrões antes difíceis de identificar apenas com sistemas tradicionais.

Com os alertas priorizados conforme o nível de criticidade, equipes de gestão conseguem avaliar rapidamente quais situações exigem ação imediata. Em ocorrências urgentes, o sistema é capaz de acionar responsáveis, o que reduz o tempo de resposta, um fator decisivo para impedir que situações de risco evoluam para acidentes.

“Isso gera tranquilidade para o gestor e proteção 24 horas para a equipe, provando que é possível reduzir acidentes drasticamente e, através da cultura de segurança, alcançar também maior eficiência”, afirmou Neri ao enfatizar que o sistema é desenhado para que a segurança mova toda a operação logística.

Mesmo com avanços tecnológicos, o setor ainda enfrenta desafios, como sistemas pouco integrados e altos volumes de informações dispersas, o que dificulta a identificação rápida de riscos. Essa centralização do monitoramento em tempo real e a priorização automática ajudam a antecipar riscos e agir com maior precisão, reduzindo retrabalho e favorecendo decisões baseadas em evidências, um avanço importante para operações mais seguras e eficientes.

Predição de riscos e inteligência compartilhada

A inteligência artificial transforma o enorme volume de dados gerados em disciplina operacional. Um dos recursos oferecidos é o Predição de Acidentes, que identifica automaticamente regiões perigosas com base em dados de direção. Essa inteligência cruza o histórico de eventos bruscos da operação com os dados oficiais de acidentes da PRF.

O papel das empresas de tecnologia, segundo Neri, é entregar ferramentas capazes de processar essa complexidade para que a gestão se baseie em evidências. “Acredito que o cenário ideal para reduzir acidentes nas rodovias brasileiras precisa ser fundamentado na inteligência compartilhada e na automação da segurança, abandonando processos manuais em favor de uma gestão baseada em evidências”, pontua.

A tecnologia antecipa cenários críticos, transformando dados públicos e privados em proteção real nas estradas. Assim, a plataforma funciona como uma assistente proativa para o gestor, monitorando a operação e permitindo que ele se concentre em decisões estratégicas, em vez de agir apenas no gerenciamento de crises após um acidente.

Fonte e Foto: Estadão Blue Studio

 

COMPARTILHAR

Proluv

Todas as imagens, vídeos e etc. são marcas registradas dos seus respectivos proprietários.

Top