G1 - Dólar abre o mês de dezembro em alta

G1 - Dólar abre o mês de dezembro em alta

02 de dezembro, 2019

O dólar abriu o mês de dezembro em alta, após ter acumulado avanço de mais de 5% em novembro ao fim de uma semana marcada por sucessivos recordes históricos nominais de fechamento.

Às 9h07, a moeda norte-americana subia 0,18%, a R$ 4,2472. Na sexta-feira, o dólar fechou a R$ 4,2397, em alta de 0,57%, acumulando valorização de 5,73% no mês de novembro. No ano, tem alta de 9,43% frente ao real.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2019 permaneceu em R$ 4,10 por dólar, segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda. Para o fechamento de 2020, subiu de R$ 4 para R$ 4,01 por dólar.

O que explica a disparada recente

A alta do dólar tem como pano de fundo principal o movimento de saída de dólares do país e a preocupação com a desaceleração da economia mundial e as incertezas em torno das negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos para colocar fim à guerra comercial que se arrasta desde o começo de 2018.

Além disso, também tem pesado no câmbio a maior tensão social na América Latina e a queda dos juros no Brasil e o diferencial em relação aos Estados Unidos, o que também contribui para manter afastado um fluxo maior de capital externo para o mercado brasileiro.

O real foi a segunda divisa com maior desvalorização frente ao dólar em novembro, atrás apenas do peso chileno (8,53%), entre as 33 divisas mais líquidas do mundo, segundo o Valor Online. Completa o pódio dos piores desempenhos do mês o peso colombiano (4,06%), um sinal de como a região tem sido foco negativo nas últimas semanas.

Quem ganha e quem perde com a alta do dólar

Integrantes da equipe econômica do governo têm sinalizado que o novo patamar do dólar veio para ficar. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já disse que, apesar da alta recente da moeda norte-americana, o órgão não tem uma meta para a taxa de câmbio.

Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que, diante da redução da taxa básica de juros no país, o câmbio de equilíbrio "tende a ir para um lugar mais alto". Com isso, o mercado também 'testa' o limite do câmbio, o que contribui para uma maior volatilidade.

Fonte: G1 Foto: Divulgação

 

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