Paraná lança maior banco de projetos executivos de sua história

Paraná lança maior banco de projetos executivos de sua história

27 de agosto, 2019

O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta segunda-feira (26), no Palácio Iguaçu, um banco de projetos executivos de R$ 350 milhões para viabilizar e agilizar obras de reestruturação de rodovias, ferrovias e da segurança pública. É o maior aporte de recursos para planejamento da história do Estado. Ele tem formato inédito e foi desenvolvido para resolver os grandes gargalos históricos do Paraná.

Antes da solenidade de lançamento do banco de projetos, o governador apresentou o pacote ao G7, grupo formado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Federação e Organização das Cooperativas do Paraná (Fecoopar), Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio-PR), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar), Associação Comercial do Paraná (ACP) e Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap) e Sebrae-PR.

José Roberto Ricken, coordenador do G7, disse que o setor empresarial vê com entusiasmo a ideia. “O setor produtivo do Paraná não aguenta mais produzir sem investimentos decisivos em infraestrutura. O poder de competição em nível internacional depende da redução do custo da logística. Nós não temos outro endereço. Queremos produzir no Paraná e gerar desenvolvimento principalmente no interior, onde é mais necessário”, afirmou.

Investimentos

Ratinho Junior destacou que a iniciativa demandou o envolvimento de diversas áreas do Governo e é parte de um programa maior de investimentos e atração de recursos para renovar toda a infraestrutura do Estado, preparando o Paraná para ser o hub logístico da América do Sul. “Esse não é um programa do nosso mandato, mas um banco que vai ficar por muitos anos à disposição dos próximos governadores, deputados e secretários. É um plano diretor de infraestrutura”, afirmou.

O governador também destacou que assumiu o Governo sem nenhum projeto executivo estruturado, o que inviabilizava a atração dos recursos necessários para as obras. Ele também afirmou que a produção do agronegócio dobra de tamanho a cada dez anos, ritmo que precisa ser acompanhado pela administração pública.

“Nós temos que começar pela base, pelos projetos, o Paraná nunca pensou dessa maneira. Com os projetos executivos estruturados nós teremos condições de buscar recursos para concretizar as obras que são vitais para o nosso desenvolvimento econômico”, complementou.

Recursos

Fazem parte do banco de projetos R$ 290 milhões para melhorar ou implementar pavimentação, trevos, contornos e pontes em ligações rodoviárias; R$ 40 milhões para estruturar a malha ferroviária e concretizar as ligações Foz do Iguaçu-Cascavel e Dourados-Paranaguá; e R$ 20 milhões para segurança pública, o que inclui a Cidade da Polícia, penitenciárias, institutos de criminalística e batalhões. A maior parte dos recursos será disponibilizado pelo Tesouro Estadual, mas também serão usadas linhas de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Obras

Nessa primeira etapa serão liberados editais para a licitação de R$ 51 milhões em projetos executivos para 26 trechos de rodovias em todas as regiões do Estado, envolvendo as PRs 323 (Norte/Noroeste), 280 (Sul/Sudoeste), 092 (Capital/Campos Gerais), 445 (Norte), 317 (Noroeste), 412 (Litoral), 466 (Centro/Norte), 151 (Campos Gerais/Norte) e 180 (Oeste).

O banco de projetos prevê investimentos de R$ 105 milhões nos primeiros doze meses (2019 e 2020) e outros dois aportes de R$ 155 milhões e R$ 90 milhões nos anos subsequentes.

Planejamento

O chefe da Casa Civil, Guto Silva, disse que o banco de projetos prepara o Estado para tirar do papel as grandes obras. Ele também destacou o apoio da Assembleia Legislativa, que contribuiu para apontar os maiores gargalos das regiões. “É uma decisão que não é eleitoreira, não é em função do processo eleitoral, é de quem está pensando o futuro do Paraná. Essas obras serão compartilhadas com todos os deputados estaduais, que também vão ajudar a fiscalizar e eventualmente incluir verba no orçamento para tocar as obras”, afirmou.

O governador Ratinho Junior disse, ainda, que o banco de projetos aponta para um planejamento de médio e longo prazos. “Os próximos governadores terão projetos à disposição para tocar, duplicações a serem feitas, terceiras faixas. O Paraná terá planejamento. Nós temos um potencial geográfico e o mínimo que temos que fazer é ter inteligência para planejar o Estado como um grande referencial logístico próximo da maior parte do Produto Interno Bruto (PIB) de toda a América do Sul”, complementou.

Referência

Segundo o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o banco de projetos do Paraná será uma referência no País. A área recebeu os maiores recursos para dar conta da evolução da economia do Estado. Estarão incluídos, por exemplo, os contornos de Umuarama, Campo Mourão, Cascavel, Londrina e Cianorte; o Trevo das Cataratas; trechos de rodovias que somam mais de mil quilômetros; e a ponte de Guaratuba.

“São rodovias que precisam de pavimentação, o que é aguardado há décadas. Que precisam de ampliação de capacidade, o que oferece mais segurança. O Paraná é um Estado logístico e que tem um fluxo muito grande de movimentação para escoamento da produção”, afirmou o secretário. “Vamos estruturar as malhas viária e ferroviária para atender o setor produtivo e ampliar nossa capacidade de gerar emprego e renda”.

Mais engenheiros

O governador Ratinho Junior também autorizou a incorporação de cinquenta novos engenheiros ao quadro técnico do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) para dar conta da demanda dos projetos.

Conheça os projetos que integram o banco

Integram o pacote de projetos executivos mais de mil quilômetros de trechos de rodovias importantes para o Paraná, como as Prs 092, 180, 280, 323, 158, 151, 239, 506, 466, 445, 412, 317, 574, 575, 460, 486, 082, 170 e 281. Eles envolvem melhoria e ampliação da capacidade, restauração, implementação de pavimentação e Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).

Também estão presentes os contornos de Londrina (Norte), Cianorte, Umuarama, Campo Mourão, Castro, Curitiba (Norte), além do Trevo Cataratas, em Cascavel, e as pontes Querência e Japurá (Noroeste), Ariranha Ivaí (Centro), Guaratuba e Nhundiaquara (Litoral).

No pacote de infraestrutura ferroviária, de R$ 40 milhões, o Governo do Estado incluiu os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) dos trechos Foz do Iguaçu-Cascavel, Dourados-Cascavel, e Guarapuava-Paranaguá.

De acordo com estudos da Secretaria de Infraestrutura e Logística, cerca de 10 milhões de toneladas circularam pelas ferrovias paranaenses com destino aos portos do Paraná em 2018, contra 43 milhões de toneladas transportadas por caminhões, o que mostra um desequilíbrio no escoamento que precisa ser enfrentado.

Segurança

Fazem parte do banco de projetos executivos os Institutos de Criminalística de Maringá, Ivaiporã, Londrina e Curitiba (Sítio Cercado), o 19° Batalhão da PM de Toledo, a Cadeia Feminina de Londrina e o 4º CIPM de Londrina, a Cadeira Feminina de Guarapuava, a Cadeira Pública do Litoral, o Centro Integrado da Ilha do Mel, a Cidade da Polícia e recursos para sede, almoxarifado e centro de ensino e treinamento dos funcionários do Depen.

Governo lança estudo para tirar do papel a nova Estrada de Guaraqueçaba

O governador Carlos Massa Ratinho Junior também anunciou, durante o lançamento do banco de projetos, a ordem de serviço para o estudo de viabilidade da Estrada de Guaraqueçaba, trecho de 80 quilômetros sem pavimentação que será modernizado para finalmente conectar os moradores do município ao Estado. A licitação da empresa já foi feita. “É uma região que sempre foi esquecida pelo Poder Público e finalmente vamos colocar no mapa logístico do Estado do Paraná”, afirmou Ratinho Junior.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, disse que Guaraqueçaba é um símbolo do Paraná e que a população do Litoral aguarda há décadas uma solução de pavimentação. “A estrada tem que ser ecológica. Esse estudo vai indicar qual é a obra que nós vamos licitar para poder colocar a comunidade em contato com o Estado, porque estão isolados. Essa assinatura é o passo mais importante: o projeto para a concretização de um sonho”, complementou.

 

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