FETRANSPAR - Novo reajuste nos combustíveis preocupa setor de transportes

FETRANSPAR - Novo reajuste nos combustíveis preocupa setor de transportes

04 de setembro, 2017

O mês de setembro nem bem iniciou e já traz notícias não animadoras para o setor de transportes: a Petrobras anunciou na última sexta-feira (1º) novos reajustes nos preços da gasolina e diesel. O aumento nas refinarias é de 4,2% e 0,8%, respectivamente. A justificativa é de que a medida é necessária para garantir a aderência dos preços praticados pela companhia. Com isso, por exemplo, o preço da gasolina nas bombas pode chegar a R$4 no estado do Paraná.

A FETRANSPAR tem se manifestado contra as medidas vindas de Brasília, que não tem levado em consideração o impacto destes reajustes para o setor de transportes de cargas. A nova medida reforça a tese de que aumento deste início de mês, aliado ao que já ocorreu em agosto terá um impacto de até 4% no preço do frete para o Transportador de Cargas do Estado do Paraná neste segundo semestre. Esse cálculo é baseado em um estudo divulgado pela NTC&Logística, que leva em consideração fatores como o peso do frete no produto e a distância do transporte.

Com isso, produtos de primeira necessidade, como farinha, arroz e feijão, por exemplo terão o maior impacto final, penalizando o consumidor final. Hoje o custo do combustível corresponde a 40% do valor do frete.

Para as empresas compensarem este custo maior, existem poucas possibilidades e nenhuma tem resultado positivo para a sociedade. As soluções indicadas seriam a da redução dos demais custos e o repasse aos clientes. A primeira já não é possível, pois as empresas já vêm cortando custos. A segunda, neste momento é inviável, já que nos últimos três anos houve diminuição no valor do frete que hoje está com uma defasagem de 18,30%.

Portanto, as providências que sobram aos gestores destas empresas para equilibrar as contas e sobreviverem neste ambiente acabam se restringindo a compensar o aumento de custo com a demissão de funcionários ou tornar-se inadimplente, uma vez que não conseguirão arcar com os atuais níveis de impostos. Ambas são medidas corrosivas ao setor de cargas e a sociedade como um todo.

Fonte: Assessoria de comunicação FETRANSPAR

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