Medidas tomadas em Brasília podem gerar demissões no Paraná

Medidas tomadas em Brasília podem gerar demissões no Paraná

26 de julho, 2017

Medidas tomadas em Brasília podem gerar demissões no Paraná

FETRANSPAR alerta que aumento no combustível somada a possível reoneração da folha e cortes no orçamento na segurança pública nas estradas deixa empresários do setor sem alternativas para equilibrar suas contas

O aumento do diesel  na ordem de R$ 0,21 anunciado na semana passada pelo Governo Federal, pegou de surpresa o setor de transportes de cargas do Estado do Paraná. O aumento de 100% sobre o PIS/Confins sobre os combustíveis contribui diretamente para achatar ainda mais o setor que vem sendo penalizado por outras medidas tomada em Brasília nos últimos meses, como por exemplo a possível reoneração da folha de pagamento e o corte de verbas no orçamento das Polícias Federal e Rodoviária Federal.  

No caso da determinação do Governo Federal em aumentar o combustível, feita por decreto,  vai  gerar um aumento de até 4% no preço do frete para o Transportador de Cargas do Estado do Paraná. Esse cálculo é baseado em um estudo divulgado pela  NTC&Logística, que leva em consideração fatores como o peso do frete no produto e a distância do transporte.

Com isso, produtos de primeira necessidade, como farinha, arroz e feijão, por exemplo terão o maior impacto final, penalizando o consumidor final. Hoje o custo do combustível corresponde a 40% do valor do frete, segundo informações da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado do Paraná – FETRANSPAR.

Para as empresas compensarem este custo maior, existem poucas possibilidades e nenhuma tem resultado positivo para a sociedade. As soluções indicadas seriam a da redução dos demais custos e o repasse aos clientes. A primeira já não é possível, pois as empresas já vêm cortando custos. A segunda, neste momento é inviável, já que nos últimos três anos houve diminuição no valor do frete que hoje está com uma defasagem de 18,30%.

Portanto, as providências que sobram aos gestores destas empresas para equilibrar as contas e sobreviverem neste ambiente acabam se restringindo a compensar o aumento de custo com a demissão de funcionários ou tornar-se inadimplente, uma vez que não conseguirão arcar com os atuais níveis de impostos. A primeira opção é a mais citada entre os empresários do setor, que já começram a colocar a medida em prática – os números apontados  por uma pesquisa feita pela NTC & Logística, indicam a eliminação de 5% a 10% dos postos, somente com a medida de reoneração da folha.  

No Paraná isso representa a demissão de pelo menos 26 mil trabalhadores, caso a medida passe em Brasília.  “Com o aumento do diesel, o cerco se fecha ao empresário, trazendo mais insegurança para os trabalhadores do setor”, explica Sérgio Malucelli, presidente da FETRANSPAR, que representa mais de 22 mil empresas de transporte de cargas no Estado do Paraná.

Por outro lado, a Federação vê com bons olhos a decisão judicial  da 20ª Vara Federal do DF, que suspendeu na última terça-feira (25) o aumento de tributos sobre os combustíveis.

“Somos a favor do argumento pois não se pode tomar medidas por decreto lesando o direito de toda a sociedade. Também entendemos que o governo precisa se manter com recursos provenientes de arrecadação, mas esse não deve ser a única alternativa, isso é típico de um governo em crise, que não consegue ver saídas inteligentes, pensando em maneiras simplórias para segurar suas contas. Não podemos pagar por erros administrativos do executivo”, destaca Malucelli.

Fonte: Assessoria de Comunicação FETRANSPAR

 

 

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