G1 - Operação contra roubo de cargas no RJ prende empresário suspeito de receptação

G1 - Operação contra roubo de cargas no RJ prende empresário suspeito de receptação

13 de maio, 2019

Uma operação contra roubo de cargas no RJ prendeu, nesta segunda-feira (13), um empresário suspeito de receptação.

Jorge Teixeira de Oliveira, o Mohamed, foi preso em casa, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio. Com ele, a polícia encontrou 400 balas. O material será periciado.

Outras cinco pessoas foram pegas, e duas são procuradas. O apelido do apontado como líder da quadrilha batiza a operação.

Uma das equipes da polícia está na Favela da Kelson's, na Penha, nas proximidades do Mercado São Sebastião, importante entreposto de alimentos na Zona Norte.

Homens também estão no Morro do Barbante, na Ilha do Governador, além de outras localidades de Magé e de Casimiro de Abreu, na Região dos Lagos. No Barbante, um dos homens presos foi baleado ao resistir à chegada da polícia.

São oito mandados de prisão e 18 de busca e apreensão expedidos pela Justiça. O delegado Ângelo Lages, titular da 65ª DP (Magé), explicou que a quadrilha era "muito organizada".

"Essa quadrilha já agia há cerca de um ano, e tinha um braço operacional, que eram as pessoas que iam para a rua efetivamente. Havia um braço logístico, que cedia galpões e lugares para guardar as cargas roubadas e munições, e um braço financeiro, que era uma pessoa que recebia o dinheiro oriundo dos roubos", explicou o delegado, em entrevista à GloboNews.

Ataques na Baixada

As investigações duraram um ano e mapearam ataques da quadrilha nos municípios de Magé, Nilópolis, Belford Roxo, Nova Iguaçu e Queimados, todos na Baixada Fluminense.

A polícia afirma que os criminosos agem há dois anos e miram caminhões com carne, cigarro, brinquedos, eletrodomésticos e roupas.

O grupo tinha como bases as comunidades da Kelson's e do Barbante, ambas sob o domínio de traficantes da mesma facção criminosa. De lá partiam para cometer os assaltos, e para onde retornavam com as cargas roubadas, guardando-as até que fossem vendidas.

Segundo as investigações, Mohamed era responsável por comprar as mercadorias roubadas ou conseguir compradores - inclusive em outros estados.

Os indiciados responderão por roubo qualificado, receptação, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A ação é coordenada pela 65ª DP (Magé), que mobilizou 130 agentes.

Fonte: G1/Guilherme Peixoto, Leslie Leitão, Marco Antônio Martins e Narayanna Borges  Foto: PCERJ

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