CIMM - Para montadoras, recuperação do setor automotivo será veloz
  • 25-anos
  • despoluir
  • sest senat

CIMM - Para montadoras, recuperação do setor automotivo será veloz

12 de março, 2018

“Não existe nenhuma dúvida de que o setor automobilístico irá, antes do que se esperava, recuperar todas as perdas causadas pela crise.” A enfática afirmação do executivo Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen América Latina, evidencia que os tempos de vacas magras, que geraram perdas de R$ 22 bilhões às gigantes do setor entre 2014 e 2017, estão sepultados. O grupo alemão, empolgado com o reaquecimento da economia brasileira, vai desembolsar R$ 7 bilhões nos próximos dois anos e lançar 20 novos modelos. “Se o Brasil continuar nesse ritmo, precisaremos voltar a contratar a partir de 2020”, diz o executivo.

A Volkswagen não está surfando sozinha na onda de otimismo. Em 06 de março, o presidente da Renault do Brasil, Luiz Pedrucci, anunciou a duplicação de sua fábrica em Curitiba, de olho no aumento das vendas no Brasil e na expansão das exportações para os países vizinhos. “Há elementos que reforçam nossa perspectiva de recuperação”, diz Antonio Megale, presidente da associação que representa as montadoras, a Anfavea. “Este ano tem tudo para ser ainda melhor que 2017, embora a média de vendas esteja abaixo do período pré-crise.” E não faltariam exemplos. Fiat, GM, Ford, Nissan e Toyota afirmam que a cautela adotada durante a recessão econômica dará lugar a novos ciclos de investimentos e lançamentos.

O otimismo tem sido sustentado por uma série de indicadores positivos. Pelos cálculos preliminares do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), quase a metade da alta industrial brasileira em 2017, ano que fechou com crescimento de 1% do PIB, se deu pela recuperação da cadeia automotiva.
Continua depois da publicidade

Além disso, a expansão de mais de 13% do setor agropecuário no ano passado tem contribuído para a retomada das compras de caminhões e implementos. Não por acaso, o segmento de caminhões, em janeiro e fevereiro, com 8.699 unidades vendidas, disparou 56,71% acima do volume do mesmo intervalo de 2016.

Apenas em fevereiro somou 4.106 unidades, resultado 57,26% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. “São Pedro ajudou a agricultura e isso contribuiu para acelerar toda a economia”, diz o professor de economia do Insper, Otto Nogami. “A velocidade da recuperação brasileira nos primeiros dois meses deste ano mostra que voltamos a ter um horizonte animador”, acrescenta Alarico Assumpção Júnior, presidente da associação dos revendedores, a Fenabrave. Segundo a entidade, os emplacamentos de todos os segmentos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos) acumularam alta de 16,3% no primeiro bimestre do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, somando 499.145 unidades.

Conjuntura

Parte da explicação para o reaquecimento se deve à queda dos juros. O ciclo de redução da Selic, orquestrado pelo Banco Central, ajudou a colocar mais dinheiro em circulação e reduziu o custo dos financiamentos. No ano passado, houve corte em todas as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), e os juros caíram de 13,75% para os atuais 6,75%. Os juros médios cobrados das pessoas físicas também encolheram, indo de 73,2% ao ano para 55% ao longo de 2017, segundo o BC. Soma-se a isso a recuperação de emprego. Apesar de ainda permanecer em um nível alto, de 12,7%, o saldo negativo de vagas formais no ano (20.832) foi bem menor que em 2016, de 1,3 milhão, e de 2015, com 1,5 milhão.

É fato que as montadoras, cada uma com sua própria visão e plano de negócios, estão se preparando para um crescimento mais rápido e intenso do que se imaginava até pouco tempo atrás. De março do ano passado até agora, as oito maiores montadoras anunciaram que vão investir quase R$ 15 bilhões no país até 2022. “A melhora generalizada no ambiente econômico está expressa em uma inflação menor, em juros menores, na redução dos índices de desemprego e no aumento da confiança do consumidor. Tudo isso posto na mesa nos leva a esperar um crescimento de dois dígitos a partir deste ano”, afirma Megale.

Fonte e imagem: Portal CIMM, Jaqueline Mendes

 

Comente pelo Facebook

25 ANOS

Visite o hotsite em comemoração aos 25 Anos

saiba mais
DESPOLUIR

Programa Ambiental do
Transporte

saiba mais
SEST SENAT

Serviço Social do Transporte
Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte

saiba mais
JORNAL Ago/2018
Proluv
Top