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Acidentes em rodovias federais geram custo de R$ 16,8 bilhões e expõem desafios de comportamento e infraestrutura
30 de março, 2026
Na comparação com 2024, houve leve redução nos indicadores, com queda de 0,9% no total de acidentes e de 1,8% no número de vítimas fatais. Apesar disso, o cenário ainda inspira preocupação para a segurança viária no país
O Brasil registrou 72.476 acidentes em rodovias federais, em 2025, com 6.040 mortes, segundo o Panorama CNT de Acidentes Rodoviários 2025. Além do impacto humano, os episódios geram efeitos expressivos sobre a economia. O custo total estimado alcançou R$ 16,8 bilhões no ano, sendo R$ 9,98 bilhões relacionados a ocorrências com vítimas; e R$ 6,36 bilhões associados a acidentes com mortes.
Na comparação com 2024, houve leve redução nos indicadores, com queda de 0,9% no total de acidentes e de 1,8% no número de vítimas fatais. Apesar disso, o cenário ainda inspira preocupação para a segurança viária no país.
Entre as principais causas, estão falhas de conduta dos motoristas, como ausência de reação (15,8%), reação tardia ou ineficiente (14,9%) e acesso à via sem observar outros veículos (9,8%). Também se destacam a falta de distância de segurança e a velocidade incompatível. Nos casos com mortes, comportamentos de maior risco ganham relevância, como trafegar na contramão (15,9%) e realizar ultrapassagens indevidas (6,7%).
As colisões concentram a maior parte dos registros, com 61,8% dos acidentes e 64,0% das mortes, seguidas por saída de pista, capotamentos e atropelamentos. Embora a maioria das ocorrências aconteça durante o dia, o período noturno apresenta maior letalidade: 47,8% das mortes são registradas à noite, mesmo com o menor fluxo de veículos, cenário associado à baixa visibilidade, à fadiga e a maiores velocidades.
Os fins de semana também concentram mais riscos. Sábado e domingo respondem por cerca de 16% dos acidentes cada; enquanto o domingo, isoladamente, reúne 19,6% das mortes. O padrão indica a influência de viagens mais longas, deslocamentos de lazer e comportamentos de maior risco.
Infraestrutura segue como fator determinante
O levantamento reforça que a redução dos acidentes depende de ações integradas. “A diminuição consistente dos acidentes depende de melhorias na infraestrutura, fiscalização mais efetiva e mudanças no comportamento dos condutores”, afirma a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 evidencia que condições como pavimento, sinalização e geometria da via influenciam diretamente a segurança ao afetar a capacidade de reação dos motoristas e as condições de circulação.
Os dados mostram que mais da metade da malha avaliada apresenta algum tipo de deficiência no pavimento. Além disso, 49,6% das rodovias têm sinalização classificada como Regular, Ruim ou Péssima, comprometendo a orientação dos condutores.
Também foram identificados problemas de geometria em 62,2% da extensão analisada, como curvas perigosas e ausência de faixas adicionais, fatores que aumentam a complexidade da condução e contribuem para a ocorrência e a gravidade dos acidentes.
Fonte: CNT Foto: Divulgação
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